Somos adoradores por natureza. Mas engane-se se pensa que adorar a Deus é apenas cantar ou exercer outra atividade artística em nome Dele. Cuidar do som, limpar o Templo, evangelizar, pregar, ensinar, ofertar, aconselhar, ouvir, são tudo atividades que podem ser exercidas na forma de adoração. De maneira a adorá-Lo melhor, Deus nos concedeu determinadas vocações.
“E eu tenho vocação para alguma coisa?”
TODOS têm uma vocação!
O que acontece é que às vezes não se sabe qual é. Mas não se desespere, porque isso vem com o tempo. Alguns já sabem exatamente a sua função na igreja, e assim que são necessários entram logo em ação.
No fundo a vocação é como a escolha da correira profissional; você pode ainda não saber, mas mais cedo ou mais tarde vais tropeçar nela.
Na verdade a vocação já está em você, só que você ainda não a encontrou.





No início desta segunda “Conversa Franca”, um questionário passou pelos presentes com a seguinte pergunta: “qual a sua vocação?”. Maior parte dos presentes respondeu: “louvar”. Note que se referiam ao que é relacionado com a música, como cantar e/ou tocar um instrumento.



Mas por que tanto louvor se o próprio Jesus e a Igreja Primitiva não o faziam com tanta frequência? Será que o louvor virou moda?
Na sequência uma jovem respondeu: “é uma coisa bonita e aparentemente fácil!”.
Numa desabafo um jovem declara: “fico triste quando dizem que a música é a parte mais fácil...”.



Verdade seja dita que existem mais cantores e músicos que qualquer outro departamento dentro da igreja, e isso se torna bastante claro durante um culto, onde grande parte da adoração é por meio de louvor. Não querendo comparar à soma de todos, mas a cada tipo vocacional.
“E isso é mau?...”
Claro que não deixa de ser adoração, por isso não, não é mau... de todo. Mas é preciso ter cuidado com o excesso, senão acaba virando moda. E os jovens estão bastante cientes desse tipo de comportamento, sendo que um deles afirma que “muitos vão na frente para aparecer.”.



A esposa do pastor Júnior intervém: “Antigamente participar no grupo de louvor era mais difícil.”. Segundo a sua experiência, faltar a algum compromisso da igreja, nomeadamente ao ensaio, seria o suficiente para ficar sem participar no louvor durante algum tempo!
Mas pior que ouvir apenas louvor durante um culto familiar, é ouvir quem não tem vocação, e isso se aplica também a outras áreas, como a pregação. Quem nunca ouviu o irmãozinho humirde que sobe no púlpito e diz que vai louvar e ainda avisa que não sabe cantar? Claro que existem casos em que a igreja é tomada pelo espírito pelo seu simples louvor. Estou me referindo aos outros casos. Acaba sendo tortura...



Mas a que se deve tanta afluência na área do louvor? Uma jovem tentou responder à questão: “Há mais facilidade nos dias de hoje para louvar”. Referiu a comodidade que as novas tecnologias trouxeram e na simplicidade de cometer o plágio de um hino e na gravação de um cd. Claro que todas as outras vocações também ganharam com o desenvolvimento tecnológico, mas a tal facilidade torna o caminho do louvor mais largo. Pelo menos é o que aparenta ser...
“O que me preocupa (...) é onde estão as outras vocações?” – indaga o pastor – “Louvor é responsabilidade do crente, com ou sem música!”
Porém a vocação pode enfrentar dificuldades em ser excercida, principalmente na hora de subir no púlpito. Êta tremedera!


    
Para esclarecer os presentes do modo de Deus trabalhar na vocação da pessoa, o pastor enumera os seguintes pontos:

1) Deus te capacita para exerceres a sua vocação.
2) É grande a probabilidade de que Deus lhe chame para algo que você gosta, o que não é regra. Como foi o caso de Moisés e Jeremias, um para liderar o êxodo outro para profetizar. Ambos recuaram, mas com a promessa de capacitação dada por Deus e ao dizê-los "Estarei contigo", cumpriram o seu chamado e obtiveram êxito. Mas com o tempo e perseverança, acabas por estar convencido(a) e sentes prazer no que fazes, mesmo que no princípio não o querias fazer.
3) E a própria Igreja vai reconhecer a capacitação sobre você.

Todos são importantes no Reino de Deus.
“Quando o dom está em nós, fazemos naturalmente.” – declara ainda.
Mas é importante lembrar que não basta apenas você conhecer a sua vocação, é igualmente importante “crescer nela!”.



Cuidado para não confundir o “dom da murmuração” com algum dom que Deus te possa ter dado! Porque isso não é dom nenhum, ainda menos de Deus. Isso vem da falta de vigilância da pessoa e deve ser tratado o quanto antes, pois uma raíz envenenada pode matar toda árvore!
Dentro das vocações, existem conceitos que merecem ser distinguidos; a unção e dom.
A unção é a capacitação que Deus te dá para você melhorar a sua vocação.
O dom divide-se em dois subgrupos: os dons naturais e os dons espirituais. Os primeiros – naturais – são do controle humano, que a própria pessoa possui. Por outro lado, os espirituais já são do controle do Espírito Santo, uma vez que só ele pode te dar autorização para possuí-los e usá-los.
Não se esqueça:
“Independente de sua vocação, seja você mesmo(a).”




 Post editado por: Israel Carvalho




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comentários:

O trabalho está mesmo excelente Israel...PARABÉNS!!!

Josué Junior
23 de fevereiro de 2013 às 13:42

Acho que algumas pessoas dizem que a parte musical da adoração é mais fácil devido ao fato de ser (infelizmente) a forma mais artificial de "adorar". Pensam que só entoar palavras bem afinadas bastam. Sim, as nossas palavras têm poder. Mas a verdadeira adoração e louvor são do coração.

Excelente trabalho galera. Meus parabéns!

Thiago Henrique Silva
25 de fevereiro de 2013 às 06:56

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