Já te aconteceu falar de Jesus a alguém que não quer saber Dele? Situação muito comum, convenhamos. Nesse caso, o que fazer?




     Do ponto de vista comercial, o produto que nós os cristãos queremos “vender” é Jesus. Sob o mesmo ponto de vista existem técnicas que permitem persuadir o possível consumidor. Exemplos disso são os anúncios comerciais em todo o lado – televisão, outdoors, cartazes, panfletos – que procuram convencer as pessoas a comprar o seu produto, mesmo que não lhes façam falta. E parece resultar muito bem.

     Nesse caso seria possível aplicar as mesmas técnicas no evangelismo?

     Vejamos na Bíblia. Nela encontramos passagens que nos mostram que até mesmo aqueles que não gostavam de Jesus o seguiam. As atitudes e a sabedoria de Jesus eram tão grandes que atraiam multidões, e como é impossível agradar a todos, no meio delas também haviam aqueles que só participavam para tentar incriminar Jesus. Mesmo assim, eles acabam por ouvir o que Jesus tinha para dizer. No fundo, estavam sendo evangelizados.


     Durante a conversa surgiu o comentário: “É mais fácil crerem num deus da fortuna”. Vemos por aí que grandes igrejas crescem à custa da riqueza dos seus fiéis. Não da riqueza espiritual, mas principalmente da riqueza financeira. Teologias da prosperidade relacionam em excesso o Deus de Israel a um deus de mãos largas, que dá bens materiais em prol da felicidade dos crentes, dando a entender que todo o crente deve ser rico pois o seus deus é dono do ouro e da prata, esquecendo-se que o verdadeiro preço já foi pago, ao qual nenhum bem material poderia pagar.


     Aparentemente a ideia de usar a prosperidade para atrair pessoas parece funcionar, mas para quem procura outro tipo de riqueza – a riqueza espiritual – os meios para o conseguir serão diferentes.


     Será correto atrair pessoas para a igreja por meio de desculpas que não sejam de conhecer a Jesus? Ou seja, não usar o termo “Jesus” em seu convite?
     
     Houve testemunhos durante a conversa de que tais métodos resultam.


     Por exemplo, combinar uma partida de futebol com a desculpa de se encontrarem e haver um momento de confraternização, quando na verdade se trata de um meio para chamar as pessoas para visitarem a sua igreja.

     Das melhores maneiras de atrair uma pessoa, é conhecendo-a.
Já parou pra pensar porquê você é amigo de tal pessoa? Porque têm interesses em comum. Encontrar pontos comuns são uma ótima maneira de criar afinidades, o que mais tarde pode levar a um convite especial. Para construir uma casa é necessário preparar o terreno, e isso requer tempo.
     
     São necessários cuidados na hora de evangelizar alguém. Por exemplo; tenha uma vida de testemunho, uma vida espiritual ativa, ore, tenha comunhão, fé, evite pregar doutrina – assim as pessoas vão perdendo aos poucos a relação entre Jesus e religiosidade.

     Por fim, compartilhe Jesus.


Post editador por: Israel Carvalho




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