Assistimos em nossos dias a uma imensa inovação tecnológica que a cada dia nos torna ainda mais imersos no mundo virtual, mundo esse que está se tornando parte fundamental das nossas vidas.

     Nossas interações sociais, nossa profissão e a nossa maneira de conhecer o mundo está completamente mudada devido a essas inovações.



      O próprio formato da informação mudou, e o que era papel agora se tornou digital. Já imaginou o que seria se tivéssemos que armazenar toda a informação do mundo em um suporte físico como o papel, tal e qual como fazíamos a anos atrás?


     Dentro da própria igreja estamos assistindo a uma crescente evolução dos suportes digitais; o videoprojector, a sonoplastia e, mais recentemente, a Bíblia. Está se tornando comum levar a bíblia dentro do bolso sob a forma binária.


     Não sejamos hipócritas ao dizer que isso nos está dificultando a vida, porque a principal função das novas tecnologias é facilitar e melhorar o nosso desempenho enquanto seres humanos, nos auxiliando em nossas atividades quotidianas, e nós, querendo ou não, estamos nos moldando à medida que o mundo evolui.


     Mas estamos ficando tão dependentes da tecnologia que até o nosso lazer chega a fazer parte integrante dela! Principalmente no que toca aos mais novos.

     Aos poucos os jogos eletrónicos estão tomando espaço privilegiado em nossos lares e fazendo o trabalho de “educador” dos mais novos, uma vez que estes passam boa parte do seu tempo entretidos neles.

     Mas será que estão fazendo um bom trabalho?


     No fundo são os mais novos – e isso inclui desde as crianças aos jovens – que aceitam a tecnologia com muito mais facilidade pois a sua capacidade de assimilar o que é novo é bastante superior aos mais velhos, e isso os torna alvo nº1 dos videojogos.

     Não é de todo perigoso se deixar levar por uma partida de futebol virtual, ou uma corrida de carros até à meta. O problema começa a surgir quando deixa de ser simplesmente um jogo.

     “Como assim?”


     A vida que Deus nos concedeu é pra ser vivida intensamente, mas não apenas virtualmente. A imersão, em certos casos, torna-se tão forte que o sujeito passa a tomar como real e verdadeiro aquilo que está experimentando no mundo virtual, e com isso o vício acaba por tomar conta da sua vida. Todas as experiências reais que poderia estar passando deixam de ser opção, uma vez que tudo para ele deixou de fazer sentido no mundo físico.


     Os videojogos levam uma vantagem que em certos aspetos não poderia ser aplicado no real, tal como ter várias vidas, superpoderes, status irreais de vida. Tudo à distância de poucos cliques. Essa recompensa fácil torna o mundo virtual muito mais apetecível, e os mais novos se rendem – por vezes demasiado – a esses encantos.

     Somos criaturas facilmente adaptáveis e migrar do real para o digital é tarefa que podemos fazer com “uma perna às costas”, logo isso não vai ser problema.


     O problema da situação torna-se evidente quando a vida real deixa de ser vivida para dar lugar à vida virtual.

     É necessário especial atenção com os mais novos, pois eles não têm a capacidade e experiência para tomarem as decisões mais acertadas. Até mesmo os mais velhos quando se encontram num dilema podem precisar de ajudar externa.


     Não se deixe levar pelo vício. Em vez disso, procure alternativas mais saudáveis para gastar as suas energias. Apesar de os jogos eletrónicos melhorarem a capacidade cognitiva – em alguns aspectos e, claro, dependendo dos jogos – nada ultrapassa o esforço no mundo real.



     Você pode não ter vidas extras nem capacidades físicas fora do normal, mas a satisfação de alcançar um objetivo concreto e verdadeiro nem se compara ao de vencer uma partida no videogame.



Post editado por Israel Carvalho




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