Lembra
daquela lista de resoluções de ano novo que você fez há quase 3 meses atrás? Já
se esqueceu dela?
Caso
você não faça esse tipo de lista então é porque já percebeu que nem vale a pena
tentar, pois o ano vai terminar e você não terá feito nem metade das coisas.
Já
se perguntou o porquê disso acontecer?
A
nossa 6ª conversa começou com duas actividades.
A
primeira actividade começava no lançamento de um dado e dependendo do resultado
que saísse, a pessoa teria que vestir um uniforme para tentar alcançar o
prémio, que no caso era uma barra de chocolate. Não se podiam usar as mãos, em
vez disso dispunham de um garfo e uma faca para abrir e tentar comê-lo. O
primeiro que trincasse a barra três vezes ganhava. Entretanto o dado continuava
circulando por todos até que alguém obtinha ao mesmo resultado para ter a sua
oportunidade de chegar ao prémio. Parece fácil?
Na
maior parte das vezes nem havia tempo de se vestir, porque já outra pessoa
estava tirando o uniforme dela!
Depois
de vários lançamentos finalmente alguém venceu.
Todo
aquele ritual do jogo – o lançamento do dado, vestir o uniforme, abrir o
chocolate e finalmente comê-lo – é uma espécie de metáfora da vida. Somos
guiados pela sede de alcançar os nossos objetivos, mas vamos desistindo com as
dificuldades que surgem. Podemos estar perto de conseguir, mas parece que “Deus
não quer que eu vença”.
Pense
bem; quantas vezes você já desistiu por coisas insignificantes? Ou até mesmo
quando estavas perto de ganhar, mas de repente surge uma dificuldade e você
desistiu?
Esquecemo-nos
de ser persistentes.
Mas
de nada adianta persistir se o fizermos da maneira errada. Temos o hábito de
fazer as coisas com pressa, sem coordenação. Foi o que a 2ª actividade nos
mostrou.
Esta
era mais simples, em termos de regras, mas a sua execução era muito difícil!
Pelo menos para alguns... Consistia em ouvir um ritmo tocado na bateria, pelo
nosso pastor Josué Júnior, e depois repeti-lo, sozinhos! Durante a demonstração
até parecia fácil, mas quando era a nossa vez de tocar, até nos esquecía-mos
como se segurava a baqueta! Tente fazer você mesmo e verá que afinal não é nada
fácil.
O
pastor, entretanto, explicou a lógica daquilo tudo.
Tocar
bateria requer uma coordenação motora e mental extraordinária, pois no fundo
todas aquelas batidas são um conjunto de ritmos diferentes tocados por peças
diferentes. Enquanto que os pratos têm o seu ritmo, os tambores têm outro. E
assim por diante. Todo aquele “barulho” individual não faz muito sentido, mas
quando misturado num único ritmo bem tocado, começamos a perceber a beleza das
batidas.
O
mesmo acontece nas nossas vidas. Quando “tocamos” a nossa vida de maneira
aleatória, ainda que persistente, acaba por se tornar uma grande dor de cabeça.
Parece-nos sem sentido. Mas quando somos coordenados, aos poucos ela começa a
fazer mais sentido.
Estamos numa busca constante, seja pelos nossos objectivos
seja pelo suprir das nossas necessidades, mas ao fazê-lo de maneira
descoordenada deixamos de perceber o sentido daquilo tudo e passamos a viver ao
“sabor das ondas”, sem rumo.
É
importante ir por partes, assim conseguimos ter mais controlo das coisas.
Criar
uma hierarquia de importância também se pode revelar bastante útil, já que umas
coisas são mais necessárias no momento do que outras. Avaliar a importância é
um passo necessário, pois devemos ser persistentes naquilo que é importante
para nós.
Se
der-mos ouvidos ao mundo e aos seus problemas, podemos ser levados à loucura, e
enfrentá-los pode ser um verdadeiro desafio. Mas a Bíblia nos adverte “sede
firmes e constantes”.
Ter
o apoio de alguém é uma mais valia na hora de resolver os problemas,
principalmente se for mais experiente. Veja bem; alguma vez já se perguntou por
que determinada pessoa tem tudo o que quer? Analise a sua vida e veja se ela se
curvou perante as dificuldades. E mais; se ela já era persistente antes de ser
vitoriosa.
A
persistência é algo que se pode aprender e aperfeiçoar, assim como a coordenação.
Sendo assim, qualquer um pode pôr em prática estas atitudes e ser mais bem
sucedido nas suas tentativas.
As
decepções só levam ao desânimo, mas a persistência leva ao aperfeiçoamento das
nossas tentativas.
Se
você não está sendo vitorioso na sua persistência, procure mudar de estratégia
e seja persistente na sua procura por uma nova via. Quem sabe se o que você
precisa seja um olhar diferente sobre as coisas. Depois, continue persistente.
A 6ª Conversa Franca rendeu tanta foto engraçada que achei melhor posta-las no Facebook. Deem uma passadinha lá e comentem!
Post editado por: Israel Carvalho















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